Erling Haaland foi o carrasco da Seleção Brasileira FOTO: FIFA/Divulgação Notisul
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O sonho do hexacampeonato mundial foi interrompido de forma dolorosa para a Seleção Brasileira. Em partida disputada no MetLife Stadium, em Nova Jersey, o Brasil foi derrotado pela Noruega por 2 a 1 nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, resultando na eliminação mais precoce do país desde o Mundial de 1990.
O jogo: estratégia de espera e pênalti desperdiçado
O confronto começou amarrado, com as duas equipes adotando uma postura cautelosa e estudando as ações do adversário. A Seleção Brasileira teve uma chance de ouro para abrir o placar logo aos 13 minutos do primeiro tempo, após o árbitro assinalar uma penalidade com o auxílio do VAR. No entanto, o meio-campista Bruno Guimarães parou na grande defesa do goleiro norueguês Ørjan Nyland.
A igualdade persistiu até o intervalo, refletindo um jogo tático e de muita paciência por parte de ambos os lados.
O duelo dos bancos: substituições decisivas
A história da partida mudou drasticamente na segunda etapa através das alterações feitas pelos comandantes:
O acerto norueguês: Logo no intervalo, o técnico da Noruega colocou em campo Andreas Schjelderup e Oscar Bobb. As mexidas deram mais mobilidade e fôlego ao ataque europeu, explorando as transições rápidas.
As escolhas de Ancelotti: Sem contar com Lucas Paquetá (lesionado), o técnico Carlo Ancelotti acionou Endrick aos 57 minutos e, posteriormente, mandou a campo Neymar e Danilo. No entanto, as alterações desorganizaram o meio de campo brasileiro, deixando a defesa desprotegida contra o volume físico do adversário.
O brilho de Haaland e o gol de honra
Aproveitando o desajuste do sistema defensivo brasileiro, o astro Erling Haaland puniu a Seleção de forma fatal.
Aos 79 minutos, o atacante aproveitou uma falha de marcação aérea para testar firme e abrir o placar.
Aos 90 minutos, em nova jogada ofensiva, Haaland balançou as redes pela segunda vez, sacramentando a vitória norueguesa e assumindo a artilharia provisória do torneio. A jogada do gol foi exaustivamente ensaiada pela seleção norueguesa: chutes rasteiros no canto.
Nos acréscimos, aos 90+10′, o Brasil teve um segundo pênalti a seu favor. Desta vez, Neymar assumiu a cobrança e converteu, anotando o gol de honra que fechou o placar em 2 a 1.
Com o apito final, a Noruega manteve seu tabu histórico — continua sendo a única seleção do mundo que o Brasil jamais conseguiu vencer na história do futebol masculino (agora com três vitórias norueguesas e dois empates). Enquanto os europeus avançam para enfrentar o vencedor de México e Inglaterra, a delegação brasileira se despede precocemente da competição.

